maio 15, 2006

Maternidades

Isto de ter de dizer bem, nem sempre é fácil.
Vejamos!
Albino Aroso, deu uma entrevista à RTP2 e hoje reproduzida no PÚBLICO, que teve fases boas e outras nem tanto.
Diz aquele membro da comissão que recomendou o encerramento das maternidades que “não podemos aceitar que o sofrimento no parto seja espiritualmente útil à mulher”. Plenamente de acordo.
Mas já não estamos de acordo que se nivele por baixo e se diga que “as maternidades sem condições devem encerrar porque não podemos ter mulheres de primeira e mulheres de segunda”.
Onde está a nossa capacidade de organizar, de melhorar e de criação de condições aceitáveis para todos?
Em vez de encerrarmos as maternidades ou seja lá o que for, porque não se exige que melhorem as condições e se faça da qualidade a bitola?

Publicado por dizerbem em maio 15, 2006 10:12 AM
Comentários

O lema deste Governo tem sido a extinção em vez da reabilitação, requalificação e integração.
O fecho das maternidades vem na onda do PRACE, o famoso programa de reestruturação da Administração Central que propôs o encerramento selvagem de muitos organismos, tendo em vista apenas a redução do défice, a todo o custo.
Não há em Portugal política social. Existe uma incapacidade, desleixo e incompetência nessas áreas, a juntar ao desrespeito pelas nossas raízes.
Muita sorte teremos se este Governo não promover, a curto prazo, dando incentivos fiscais para o efeito, um programa de esterilização em massa, para homens e mulheres, para se acabar com os nascimentos e com a polémica do encerramento das maternidades.
Não havendo grávidas, não haverá maternidades e se não há bébés, encerrem-se também as unidades de pediatria e os hospitais pediátricos.
E já agora transformem também os hospitais psiquiátricos em SPA'S e os lares de terceira idade em Clubes VIP, só para aqueles que puderem pagar.
Os outros que vão para a vizinha Espanha. Tudo em nome do Santo défice e da incompetência que nos governa.

Afixado por: Florbela Alves Pereira em maio 15, 2006 11:21 PM
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